Nas tuas curvas que insisto em derrapar
Nas tuas curvas que insisto em me perder
Nas tuas curvas que costumo me achar
Nas curvas do teu rosto
Que acendem meu espírito
Pelo prazer de te olhar
Nas curvas dos teus olhos
Que penetram em minha alma
Quando miram os olhos meus
Na curva da tua boca
Que me dá tanto gosto
Quando beija os lábios meus
Nas curvas do teu corpo,
que se enrosca no corpo meu.
Nas curvas das tuas mãos,
que enlaça os dedos meus.
Nas curvas que o teu cérebro,
dá no cérebro meu.
Quando penso em tuas curvas,
mas não tenho o corpo teu.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
O continente é negro
Minha roupa, minha alma e o mar à noite.
O continente é negro
Como negra é minha roupa
E dentro de mim eu tenho a escuridão
Que não reflete
Que é densa e absorvente
Que não brilha como os cabelos de Diane
Que como o raio do sol perfura a minha retina
Que passa pela fresta da telha e me alcança
Que como criança sorri e me balança
Mas que não me anima
Mas que não me seduz
Mas que não me induz
Mas que não me fascina
O continente é negro
Como negra é minha alma
E dentro de mim o vazio
A ausência de cor
A ausência de referência
O manto escuro da noite
Escuro é o céu
E uma estrela amarela
Agora por cima do firmamento
Como um farol a milhões de anos luz
Lembra-me Cristina
E seus olhos de mel
O continente é negro
Como negro é o mar à noite
O mar azul e transparente
O mar que reflete toda luz
Agora o mar se faz em negritude
Como negros são os cabelos e os olhos de Fernanda
Tão negros que lembram o doce azul escuro e brilhante
Tão negros quanto às profundezas dos oceanos
Onde não mais penetra a luz
Como uma dríade que penetra a terra de Netuno
Mas não sabe livrar-se das suas barbas
Como as profundezas do meu cérebro
Como o emaranhado de tormentos
Como as tormentas dos grandes mares
Como a aflição da angústia
O suplício a tortura que me acompanha
Que me seguem como cabelos negros ao vento
Como o perfume final que se dissolve ao vento
Que permanece como o último olhar negro como a solidão.
O continente é negro
Como negra é minha roupa
E dentro de mim eu tenho a escuridão
Que não reflete
Que é densa e absorvente
Que não brilha como os cabelos de Diane
Que como o raio do sol perfura a minha retina
Que passa pela fresta da telha e me alcança
Que como criança sorri e me balança
Mas que não me anima
Mas que não me seduz
Mas que não me induz
Mas que não me fascina
O continente é negro
Como negra é minha alma
E dentro de mim o vazio
A ausência de cor
A ausência de referência
O manto escuro da noite
Escuro é o céu
E uma estrela amarela
Agora por cima do firmamento
Como um farol a milhões de anos luz
Lembra-me Cristina
E seus olhos de mel
O continente é negro
Como negro é o mar à noite
O mar azul e transparente
O mar que reflete toda luz
Agora o mar se faz em negritude
Como negros são os cabelos e os olhos de Fernanda
Tão negros que lembram o doce azul escuro e brilhante
Tão negros quanto às profundezas dos oceanos
Onde não mais penetra a luz
Como uma dríade que penetra a terra de Netuno
Mas não sabe livrar-se das suas barbas
Como as profundezas do meu cérebro
Como o emaranhado de tormentos
Como as tormentas dos grandes mares
Como a aflição da angústia
O suplício a tortura que me acompanha
Que me seguem como cabelos negros ao vento
Como o perfume final que se dissolve ao vento
Que permanece como o último olhar negro como a solidão.
quarta-feira, 11 de março de 2009
O amor é um jogo perdido
Love is a losing game
Amy Winehouse
For you I was a flame
Love is a losing game
Five story fire as you came
Love is a losing game
Why do I wish I never played
Oh what a mess we made
And now the final frame
Love is a losing game
Played out by the band
Love is a losing hand
More than I could stand
Love is a losing hand
Self professed... profound
Till the chips were down
...know you're a gambling man
Love is a losing hand
Though I'm rather blind
Love is a fate resigned
Memories mar my mind
Love is a fate resigned
Over futile odds
And laughed at by the gods
And now the final frame
Love is a losing game
Love is a losing game
Amy Winehouse
For you I was a flame
Love is a losing game
Five story fire as you came
Love is a losing game
Why do I wish I never played
Oh what a mess we made
And now the final frame
Love is a losing game
Played out by the band
Love is a losing hand
More than I could stand
Love is a losing hand
Self professed... profound
Till the chips were down
...know you're a gambling man
Love is a losing hand
Though I'm rather blind
Love is a fate resigned
Memories mar my mind
Love is a fate resigned
Over futile odds
And laughed at by the gods
And now the final frame
Love is a losing game
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Mutável e perpétuo
Cabo de força
Cabo do medo
Resistir acordado
Nem que seja para apreciar o próprio fracasso
Como a própria vida que flui
É mais sábio conhecer
Ou conhecer a Teoria do Conhecimento?
Sou o vento que vôa inexpressivo
Entre as árvores
Entre os carros
Entre os prédios
Mas sou algo vivo
Que alucinadamente se move
Que resiste ao imóvel
Que resiste ao perpétuo
Mas que ao mesmo tempo vai ao seu encontro
O imutável
O que não se renova
O que não se atualiza
O que se retroalimenta eternamente
E a noção de tempo e espaço sublimou
Porém a existência expira
Uma dicotomia
Como a dicotomia entre o açucar e o sal
Necessários
Cabo de força
Cado do medo
Sou um aparelho respiratório e digestivo
Com um sistema circulatório
Com um sistema de percepção:
Visão, olfato, tato, paladar e audição
Comandados por um controle criativo
E sustentados por membros
Mutável e perpétuo
Cabo do medo
Resistir acordado
Nem que seja para apreciar o próprio fracasso
Como a própria vida que flui
É mais sábio conhecer
Ou conhecer a Teoria do Conhecimento?
Sou o vento que vôa inexpressivo
Entre as árvores
Entre os carros
Entre os prédios
Mas sou algo vivo
Que alucinadamente se move
Que resiste ao imóvel
Que resiste ao perpétuo
Mas que ao mesmo tempo vai ao seu encontro
O imutável
O que não se renova
O que não se atualiza
O que se retroalimenta eternamente
E a noção de tempo e espaço sublimou
Porém a existência expira
Uma dicotomia
Como a dicotomia entre o açucar e o sal
Necessários
Cabo de força
Cado do medo
Sou um aparelho respiratório e digestivo
Com um sistema circulatório
Com um sistema de percepção:
Visão, olfato, tato, paladar e audição
Comandados por um controle criativo
E sustentados por membros
Mutável e perpétuo
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Esvanece
O contrário de chegar tarde é sair cedo
E eu penso que eu me passei
Talvez tenha nascido na hora errada
E a cama da minha mãe estava marcada
E eu nasci
Que pena não nasci para teus olhos
Apesar de tanto apreciar os olhos teus
E o meu tapete dos sonhos flutuava
E em vapores de violetas viajavas
Ao lado de nuvens e das ninfas
E no crepúsculo de um espectro que esvanece
A lembrança do inatingível
Como símbolo da busca contínua que provisoriamente te perpetua.
E eu penso que eu me passei
Talvez tenha nascido na hora errada
E a cama da minha mãe estava marcada
E eu nasci
Que pena não nasci para teus olhos
Apesar de tanto apreciar os olhos teus
E o meu tapete dos sonhos flutuava
E em vapores de violetas viajavas
Ao lado de nuvens e das ninfas
E no crepúsculo de um espectro que esvanece
A lembrança do inatingível
Como símbolo da busca contínua que provisoriamente te perpetua.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Gosto de Alguém
Quem gosta muito de alguém
Não tem sono
Como minha filha
Como eu que moro numa ilha
Não tenho sono
E amo exageradamente quem eu sou
Sou o espelho do espelho do espelho do meu amor
Sou meu amor próprio
Sou minha auto-estima
E não tenho sono pelo absoluto
Porque pelo relativo: o que eu estou fazendo aqui?
Absolutamente não existe nada
E na ausência do que fazer
Me amo
Gosto de me divertir
De me agradar
E minha cara dark
Esconde o prazer que sinto de estar vivo.
Não tem sono
Como minha filha
Como eu que moro numa ilha
Não tenho sono
E amo exageradamente quem eu sou
Sou o espelho do espelho do espelho do meu amor
Sou meu amor próprio
Sou minha auto-estima
E não tenho sono pelo absoluto
Porque pelo relativo: o que eu estou fazendo aqui?
Absolutamente não existe nada
E na ausência do que fazer
Me amo
Gosto de me divertir
De me agradar
E minha cara dark
Esconde o prazer que sinto de estar vivo.
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